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Um laboratório chamado: "Ember To Inferno"

domingo, janeiro 30, 2011 0 »



Matt ainda nos seu tempo escolar fazia covers de 'Metallica' e 'Offspring' durante os 'shows de talentos' que aconteciam na escola. Um garoto chamado 'Brad Lewter' (que podemos tratar como o primeiro 'membro' da banda) o chamou para fazer parte de uma banda, 'Brad' que já tinha seu amigo 'Travis Smith' na banda, fizeram uma reunião na casa do mesmo para fazer um 'teste' com 'Matt' tocando 'For Whom The Bell Tolls'. O teste aconteceu, e impressionados com a aptidão de 'Matt', efetivaram ele na banda. Após alguns shows, 'Brad' resolve sair da banda e 'Matt' enfim assume a posição de 'frontman' da banda. 'Brent Young', baixista, assumiu o posto na banda e lá permaneceu de 1999 até 2003, tempo o suficiente pra fazer parte da gravação do primeiro álbum oficial da banda, 'Ember To Inferno'.

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O 'Ember To Inferno' é um álbum que podemos considerar genérico dentro da proposta da banda, contém músicas diretas, melódicas, mas obviamente, sem nunca perder o peso, mantendo a característica da banda.

É inegável o fato de que o álbum possa soar repetitivo, pois o padrão musical que ele segue é bastante forte. Por outro lado, levando em conta o fato de que a grande 'cabeça pensante' da banda ('Matt Heafy') tinha apenas 16/17 anos na época em que o álbum foi feito (podemos notar o "quesito idade" na voz de 'Matt'), devemos considerar este como um grande trabalho daquele que mais pra frente seria também o arquiteto de grandes trabalhos igualmente bem feitos mas com muito mais sabedoria e conhecimento.

'Ember To Inferno' é sim um álbum difícil de ser compreendido, como primeira impressão pode passar a imagem de uma banda totalmente repetitiva, com as mesmas fórmulas, a mesma sonoridade sempre, mas se comparado a nível dos outros, podemos ver que ele é apenas um laboratório pra tudo o que a banda tem hoje e sempre oferece com grande evolução.

Com isso, não podemos detalhar o andamento do álbum como é possível com os outros, mas podemos destacar algumas canções que até hoje, em meio a essa avalanche de GRANDES trabalhos da banda, conseguem uma posição de destaque, e são elas:

"Pillars of Serpents": A primeira música do álbum, e definitivamente, a mais pesada e com atmosfera mais sombria do álbum. Desvia um pouco daquele padrão de "versos com berros e refrões com vocal melódico" que é característico da banda, os vocais melódicos só vem com a segunda parte da música na mudança brusca na atmosfera da música.

"Ember To Inferno": Faixa-título do álbum, música rápida e direta e melodia interessante. Um fato curioso sobre ela é que durante a última parte da turnê do 'Ascendancy', 'Matt' que optou por não cantar os versos com vocal gutural, talvez pra manter a fidelidade à versão original da música, os versos ficavam por conta de 'Corey', podemos ver isso no show da banda no 'Download Festival' de 2006 onde esta música fez parte do set-list.

"When All Light Dies": Talvez uma das músicas mais curiosas do álbum, se ouvida com bastante atenção, podemos ver que dela nasceu "Like Light To The Flies", os versos do começo e o pré-refrão se assemelha muito com os da música do 'Ascendancy'. As semelhanças não param por aí, em determinados momentos também podemos encontrar alguns versos de "Declaration" também do álbum de 2005.

Como já dito antes, este álbum por ser uma espécie de laboratório, ouvindo ele logo após o 'Ascendancy', fica muito mais fácil detectar tais semelhanças entre algumas partes de canções dos dois álbuns.

"The Deceived" que é às vezes considerada uma música que faz parte de dois álbuns, pode ser considerada na verdade, uma música originalmente do 'Ember To Inferno' e apenas "melhorada" e adicionada no 'Ascendancy'. Vale lembrar que em algumas versões desse álbum, ela não faz parte efetivamente dele e é tratada apenas como faixa bonus junto com outras duas que serão citadas à seguir.

"Blinding Tears Will Break The Skies", que assim como "The Deceived" aparece em diferentes versões nos dois primeiros álbuns da banda. No review do Ascendancy foi dito que uma boa forma de medir a evolução sonora da banda é ouvir as duas versões existentes de "Deceived". O mesmo vale para "Blinding Tears"!

"Demon" é a terceira faixa 'extra' do álbum, e é considerada por alguns (por mim inclusive) como a música mais fraca da banda, realmente não oferece nenhum atrativo, pelo menos não ao lado de todas as outras músicas da banda.

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Ember To Inferno (2003) [Matt Heafy, Travis Smith, Brent Young]*

1. Inception The Bleeding Skies (0:35)
2. Pillars of Serpents (4:35)
3. If I Could Collapse The Masses (4:42)
4. Fugue (A Revelation) (4:21)
5. Requiem (4:53)
6. Ember To Inferno (4:11)
7. Ashes (0:53)
8. To Burn The Eye (7:01)
9. Falling To Grey (5:37)
10. My Hatred (4:34)
11. When All Light Dies (6:23)
12. A View of Burning Empires (1:49)
13. Blinding Tears Will Break The Skies (bonus) (5:40)
14. The Deceived (bonus)** (6:00)
15. Demon (bonus) (3:27)

*Versão do álbum com faixas-bônus.

**Devido à grande variedade de versões desse álbum, é dificil definir se a faixa é bônus, ou efetivamente parte do álbum. No fim, fica a critério de cada um. :-)


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Viva "Ascendancy"!

domingo, janeiro 23, 2011 0 »


Em 2004, Matt e Travis entram em estúdio para a gravação das demos que mais tarde formariam o álbum, sob o auxílio de Jason Suecof, além de atuar como o produtor em todo o processo de gravação do Ascendancy, por meio dele também vieram a conhecer Paolo Gregoletto que inicialmente seria encarregado apenas de gravar as linhas de baixo do álbum e fazer parte da banda por um curto tempo, apenas para preencher a vaga durante uma mini-turnê pelos EUA.


O Ascendancy é um divisor de águas na vida da banda no que diz respeito à sua proposta musical. Seguindo a mesma fórmula do álbum anterior (Ember To Inferno), a banda muda a afinação das guitarras que inicialmente por padrão eram E-Standard (EADGBE) para Drop-D (DADGBE) fazendo com que a predominancia das novas músicas descessem um tom e ampliasse um pouco mais a perspectiva musical na hora da criação de novos riffs.

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THE END OF EVERYTHING
Faixa de introdução, além de ser um grande 'link' para a primeira música do álbum, logo deixa explicita a direção que a banda tomou no que diz respeito a tonalidade musical.

RAIN
Como todo e qualquer bom álbum de heavy metal que se preze, a primeira música é grande responsável pela primeira impressão que se pode ter do álbum inteiro, e 'Rain' não decepciona! Os guturais de Matt Heafy estão se aperfeiçoando, bem mais maduros que no 'Ember To Inferno', a música é pesada, brutal e o refrão melódico mantém a linha.

PULL HARDER ON THE STRINGS OF YOUR MARTYR
Uma das apostas da banda durante o processo de gravação, eles não se enganaram, 'Pull Harder' é sem dúvidas uma grande música que é com certeza uma das 'top 3' dentro desse álbum e talvez em toda a discografia da banda. Ótimo refrão, ótima letra, reafirmo de que os guturais do Matt estão fora de série nesse álbum. A música conta com várias mudanças no ritmo em diferentes momentos e os solos de caem perfeitamente bem na música; Esta que se tornou na opinião de Paolo: "A musica mais divertida de se tocar ao vivo" e também é a música de fechamendo de todos os shows da banda até hoje.

DROWNED AND TORN ASUNDER
Durante os primeiros 25 segundos, aparenta ser uma música que diminui um pouco o rítmo depois de duas porradas iniciais; APENAS APARENTA! Esta é a música dos famosos 'circle-pits', conta com uma levada totalmente pesada que perdura até os refrões, o pré-solo das guitarras introduz uma seção de solos alternados de Matt e Corey que no final executam o último junto até voltar pra levada normal da música novamente. Uma ótima música, no meio de um álbum recheado de ótimas músicas, pode ficar um pouco ofuscada por isso.

ASCENDANCY
Faixa-título do álbum, mantendo o alto-nível musical, agora sim podemos afirmar que chegou a hora de 'parar pra respirar', mas só um pouco! O refrão é pegajoso (não que os outros não sejam), a música é pesada mas aqui podemos parar pra dar mais atenção à progressividade que a banda traz influenciada por bandas como Iron Maiden e Dream Theater.

A GUNSHOT TO THE HEAD OF TREPIDATION
Carro-chefe do álbum, e música que mostrou a banda pro mundo. 'Gunshot' pode ser considerada uma das melhores músicas já feitas nos últimos 10 anos. Ficou na 63º posição numa lista especializada como um dos melhores riffs já existentes. Ficou famosa também pela épica e inesquecível execução durante o Ozzfest 10th Anniversary (2005) onde a banda fez seu primeiro show para um grande público e certamente não decepcionou, a música conta com uma grande letra, e principalmente grandes linhas de guitarra, incluindo os solos e pré-solos, o ponto máximo da música (sobretudo 'ao vivo') é o momento onde ficam apenas bateria e baixo enquanto rolam os gritos de "Hey! Hey! Hey!" que hoje, não podem faltar em NENHUM show da banda. Grande música com grandes momentos, voltamos aqui ao patamar inicial de peso do CD.

LIKE LIGHT TO THE FLIES
Primeiro single do álbum. Música indescritível, simplesmente isso! Esta é uma música que faz parte do Ascendancy, mas que já existia muito antes dele, é dela também o primeiro clipe da banda que conta com imagens ainda de Brent Young quando este ainda fazia parte da banda. A música fez parte do jogo The Sims e é aclamada por fãs e não-fãs da banda, dela também existem inúmeras versões de gravações, umas mais simples sem tantas linhas de voz como podemos ouvir no álbum, outras encurtadas (talvez por ser um single que foi tocado em diferentes lugares e ocasiões). Se tornou também outra daquelas músicas que não podem em hipótese alguma faltar ao vivo, hino incontestável que chama e sempre chamará atenção.

DYING IN YOUR ARMS
Balada do álbum, sempre que tocada ao vivo, dedicada as 'Garotas bonitas do show'. Na opinião de quem escreve a música mais simples de tocar (pra quem se propõe a tocar as músicas da banda. fica a dica! :-P) mas ainda sim, ótima música, ótimo refrão e solos condizentes com a música.

THE DECEIVED
Assim como 'Like Light', é uma música criada muito antes do álbum existir, e na verdade, fez parte inicialmente do 'Ember To Inferno'. O ponto interessante da música é que ela é a 'régua' de medição da evolução que a banda teve do 'Ember' para o 'Ascendancy'. Basta ouvir uma e outra de ambos os álbuns pra perceber as sutis diferenças. Ótima música! (pela 'milésima' vez)

SUFFOCATING SIGHT
Voltando ao topo da montanha da brutalidade. Outra música perfeita no que diz respeito a linhas de guitarra, talvez uma das mais dificeis de executar ao vivo, haja 'stamina' pra conseguir 'não deixar a peteca cair' durante ela. Refrão melódico assim como os outros, mas no decorrer da música logo depois de algum refrão ela muda totalmente o rumo, isso funciona bastante ao vivo, chama atenção pra banda. Os berros aonde é dito: "I can't Breath! Last chance... Breath!" tomam destaque durante este momento. Depois dessa troca massiva de atmosfera a música volta com o refrão e acaba numa 'vibe' totalmente diferente de como começa, mais traços da progressividade usada na medida da banda.

DEPARTURE
Pesada e cadenciada, a penúltima música talvez seja umas das mais subestimadas da banda, parando pra pensar, ela é a primeira e única do álbum que começa sem berros, no decorrer dela podemos mais uma vez perceber o dom que a banda tem de criar uma atmosfera e permanecer nela durante toda a música, ainda que mudando as levadas, outra música que também cairia perfeita num grande show mas que até hoje não se tem registros dela ao vivo. É repetitivo mas perfeitamente plausível afirmar que esta é uma GRANDE MÚSICA. Dêem mais atenção à ela, pois vale a pena!

DECLARATION
Chegamos ao fim do álbum, com uma ótima música, se tratando de Ascendancy, posso dizer que ela fecha o álbum juntando tudo aquilo que nós ouvimos nas músicas anteriores: riffs pesados, dobras de guitarra, partes mais 'relax', partes pra 'circle-pits', vocais 'clean' e grandes solos. Talvez essa seja a música mais progressiva do álbum e fecha ele sem dúvidas com chave-de-ouro!

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Considerações Finais e Curiosidades

O álbum chegou à posição #151 na Billboard 200 e na posição #4 no US Top Heartseekers (também faz parte da Billboard).

Travis Smith é uma das vozes que faz parte dos gritos durante 'Gunshot'. As demais vozes são de pessoas que fizeram parte da produção do álbum como um todo.

Depois da turnê do Ascendancy nos EUA, Paolo finalmente foi efetivado na banda, onde está até hoje.

Em algumas versões o Ascendancy vem com algumas músicas extras (ou B-Sides), são elas 'Blinding Tears Will Break The Skies' e 'Washing Away Me In The Tides', vale a pena conferir ambas!

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Ascendancy (2005) [Matt Heafy, Travis Smith, Corey Beaulieu, Paolo Gregoletto, Jason Suecof]

1. The End of Everything (1:21)
2. Rain (4:12)
3. Pull Harder On The Strings of Your Martyr (4:51)
4. Drowned and Torn Asunder (4:17)
5. Ascendancy (4:26)
6. A Gunshot To The Head of Trepidation (5:55)
7. Like Light To The Flies (5:41)
8. Dying In Your Arms (2:53)
9. The Deceived (5:12)
10. Suffocating Sight (3:48)
11. Departure (5:41)
12. Declaration (7:00)
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